terça-feira, 4 de outubro de 2011

+ A Morte da Cria

Soneto 156
             A MORTE DA CRIA

Sentado à beira da calçada
Com o olhar triste e vago
Sonhando, ainda acordado
Em lágrimas e de alma lavada

Vê seu feto no meio fio
Morrendo sozinho, com fome
Sem uma casa, sem um nome
Desvairado pelo vento frio

É a morte que o conduz
Antes fosse por uma cruz
Mas a cria, ali agora jaz

E levado como um andor
Noticia sua morte com amor
A qual tanta falta me faz

Maknim
14/06/2011

Um dos sonetos que escrevi falando sobre a morte de uma genialidade e criatividade da criação de Rogério Tolomei Teixeira, mais conhecido como Rogério Skylab, que iniciou o lançamento de uma coleção de Álbuns intitulados "Skylab", e na época foi o lançamento do último Skylab, o Skylab X, conforme colocado no Tocar para Esquecer, onde também já coloquei o soneto A Morte da Cria, como uma singela homenagem, inspirado pela capa do álbum.
Mas, apesar das obras da cria terminarem, o ciclo continua, e ainda há muito a se conhecer, muito a se divulgar, e por enquanto estou seguindo o blog do Rogério, que tem ótimas críticas, opiniões e notícias. o GodardCity!

High Five - o/
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+ R.E.M.

Soneto 155
             R.E.M.

Estou em meu mundo vendo
Você se afastar da minha mente
Acho que porque eu falei demais
Mas não falei o suficiente

Quando tudo acabava e cai sobre mim
Quando estava perdendo minha religião
Quando percebi que chegava ao fim
Conheci pessoas brilhantes na multidão

Os olhos reviram durante o sono
Afogado em um profundo pote de mel
Eu suspiro, mas não estou apaixonado

A pessoa que amei me deixou acelerado
Tornei-me um monstro vindo da lua
Repulsivo, Escroto e Mediocre

Maknim
13/06/2011

Acho até graça desse soneto, porque foi escrito em conjunto com dois temas, na época em que estava ouvindo Placebo, foi a mesma época que foi no show do Skylab, e passei o verso de uma música para minha amiga que respondeu que achou Repulsivo, Escroto e Mediocre, e logo veio na mente a abreviatura disso, REM, que também é o nome de uma banda, da qual tirei a maioria das frases que compõe o soneto, terminando com as palavras recebidas. Bem confuso, mas óbvio.

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

+ Me Importar

Soneto 154
             ME IMPORTAR

Eu me importo com todo mundo
E não me importo com ninguém
Quem se importou comigo
Hoje já não quer o meu bem

Quem se importa com um vagabundo
Sozinho, vive também
Alguém sem nenhum amigo
Que também não tem ninguém

Hoje vago pelo mundo
E isso importa a quem?
Quem parar por um segundo

Pode perder o seu trem
Eu me importar com todo mundo
Hoje já não me faz tão bem

Maknim
13/06/2011

A velha história, das pessoas que você mais se importa, mais se preocupa, não dão o valor/reconhecimento que deveria, pelo menos o mínimo de gratidão, e chega uma hora que isso vai desgastando. Não digo de fazer o bem comum, geral, e esperar algo em troca por isso, digo do bem da pessoa próxima, da pessoa que realmente se quer bem, que tem dificuldades, preocupações, adversidades, e ajudamos, e nos preocupamos, e resolvemos, e ai é esquecimento e até o próximo problema.

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+ Bandidos e Polícia

Soneto 153
             BANDIDOS E POLÍCIA

Eu ajudei os bandidos a explodir
Eu ajudei a polícia a agir
Eu ajudei os bandidos a fugir
Eu ajudei a polícia a acudir

Eu ajudei os bandidos a conseguir
Eu ajudei a polícia a descobrir
Eu ajudei os bandidos a dividir
Eu ajudei a polícia a retribuir

Eu avistei o bandido a resistir
Eu assisti a polícia se evadir
Eu agitei o bandido a distrair

Eu caguetei a polícia a permitir
Eu ajudei o bandido a cair
Eu ajudei a polícia a proibir

Maknim
13/06/2011

Soneto que escrevi para lembrar do dia 31/05/2011, que na época estava crescente o número de explosões a caixas eletrônicos, e nesse dia, uma segunda feira, aconteceram ataques simultaneos em diversos locais da cidade, inclusive do Posto de Gasolina na esquina da minha casa, e se explode aquilo tudo, como fica?

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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

+ A Maçã

Soneto 152
             A MAÇÃ

Quando um dia ficamos juntos
Nos separamos só de manhã
Você me deixou aqui sozinho
Tudo por causa de uma maçã

O almoço entre os amigos
Tu me humilhou de forma sã
Eu não quis ser humilhado
Por causa de uma maçã

Você me abraça e chora
Chegou ao fim, essa é a hora
Não teremos outro amanhã

Não há outro motivo
Não discuta no meu ouvido
E a culpada foi a maçã

Maknim
13/06/2011

Apesar de meio bobo, esse soneto lembro muito bem porque escrevi, senti vontade de escrever algo assim depois de ver uma amiga contando para a outra que tinha brigado com o namorado por causa de uma maçã depois do jantar, foi alguma coisa assim, e ela se demonstrava indignada, como o caso que uma vez ouvi no ônibus uma moça falando para a outra que tava tretada com o namorado porque ele deu uma caixa de bombom para ela de dia dos namorados, e ela começou a comer e não deu nenhum pra ele, mas o que ela ficou totalmente transtornada foi ele ter pedido um, ao que ela negou falando que era dela, e não deu o bombom, não quis mais saber de papo e mandou o cara embora, então pergunto-me: Vale a pena brigar, gerar uma discussão por coisas bestas? Coisas materiais que por vezes não faz mal compartilhar? E o pior, contar isso para uma amiga e num lugar onde muita gente está ouvindo? Acho isso o cúmulo do egoísmo para uma pessoa, mas, cada qual sabe o que acontece em sua relação.

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+ Paixão Irrecíproca

Soneto 151
             PAIXÃO IRRECÍPROCA

Há um sentimento que é se apaixonar
Que muda todo nosso mundo
O trabalhador vira vagabundo
E faz nossa cabeça pirar

Mas quando não correspondido
A paixão torna-se perdida
Sempre há uma despedida
E o amor continua a estar escondido

A reciprocidade é esperada
Mesmo que não aceita
Pela pessoa que está apaixonada

Isso eu não pude perceber
E quando então me apaixonei
Ultrapassei o tempo de te perder

Maknim
10/06/2011

Esse soneto que tive que reescrevê-lo, e faz parte do grupo de sonetos sobre paixão. O título já existia desde o início, mas quando fui colocar aqui no blog, o texto era o mesmo do Soneto , então mantive o título e mudei o soneto.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

+ Cadáver no Mato

Soneto 150
             CADÁVER NO MATO

O corpo estirado no meio do arbusto
Quiçá querendo que isso fosse justo
Covardemente, não há responsabilidade
O camaleão observa e tem curiosidade

O corpo jogado, perdido e esquecido
Servindo de pista de pouso às varejeiras
Quem sentiu falta do desaparecido?
Que vivia protegido por suas besteiras

Sumido e irreconhecível
Uma aparência desprezível
Sentindo-se bem pela solidão

Acompanhado pelos insetos
Não há espelhos nem teto
Que tire a sua satisfação

Maknim
10/06/2011

Para quebrar o assunto, mais um soneto escrito dia 10, dessa vez trocando totalmente o assunto tratado, ao invés das paixões e desejos, uma história fictícia que tem suas verdades.

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+ Deitar Ao Seu Lado

Soneto 149
             DEITAR AO SEU LADO

Amanhece e permaneço acordado
Hora de dormir e tentar sonhar
Mas nesta cama que estou deitado
Vem o desejo de junto a ti deitar

Quem sabe no caminho que criaste
Nos teus sonhos eu me encontro
Sustentado por uma haste
Junto a ti estou sempre pronto

Num edredon contigo
O frio fica mais quente
Sumindo então de nossas mentes

Mas a vontade é castigo
Que não acontece de repente
Que acontece na cabeça somente

Maknim
10/06/2011

Escrito um pouco a cada mês, depois de três meses saiu isso, a vontade de estar deitado da pessoa que se quer, que nunca acontece, somente o desejo permanece.

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+ Esconder-me

Soneto 148
             ESCONDER-ME

Eu queria sumir
Só desaparecer
Tentar me esconder
Mas não para sempre

Só por um tempo
Para me recuperar
Só até sentir
Falta de mim mesmo

Sentir falta do corpo,
Dos sentimentos,
Da confusão diária

E da incerteza latente
De estar vivo
Ou só morrendo

Maknim
10/06/2011

São os pensamentos...

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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

+ Medo de Mim Mesmo

Soneto 147
             MEDO DE MIM MESMO

Medo do que eu possa fazer comigo
Quando eu não estiver mais em mim
Quando eu estiver fora de controle
Se eu sentir que me aproximo do fim

O receio dos grandes pesadelos
As tentações e a auto destruição
Pego pela máxima dos pensamentos
Tornando-me fraco e sem ambição

Não reajo às ações feitas
Não percebo o que se passou
Até voltar do sonho à realidade

Rio de lágrimas são colheitas
O subconsciente me dominou
Já não sei se é novo ou verdade

Maknim
10/06/2011

momentos em que a mente viaja e não sai da cabeça os pensamentos ruins, auto destrutivos, e isso que gera o medo, quando acontece isso, já aconteceu com muitos, pode acontecer com qualquer um, fazer o que não devia/queria num momento de fraqueza.

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